12/03/2019 Notícia

Como funcionam os sistemas de direção hidráulica, mecânica e elétrica

total_fluido-de-direcao_v1_r0.png

O sistema de direção do seu automóvel tem uma função bem simples: permitir que o giro do volante influencie nas rodas e garanta o direcionamento do veículo durante o seu deslocamento. A forma como isso é feita, no entanto, pode variar e ser um pouco mais complicada.

Para começo de conversa você tem que saber que hoje, no mercado nacional, existem 4 principais tipos de direção: as direções mecânica, hidráulica, eletro hidráulica (onde um motor elétrico pilota a bomba de óleo) e elétrica, sendo a primeira menos comum nos carros mais modernos. Logo mais vamos falar sobre cada uma delas, mas antes de mostrar as particularidades vamos mostrar o sistema no qual elas atuam.

Para um sistema de direção completo precisamos de volante, coluna de direção, caixa de direção, barras e os terminais. Nessa composição o voltante é o ponto de partida, sendo o mais óbvio e o que temos o maior contato. Nele fica ligado a coluna, que vai fazer a ligação entre o volante e a caixa de direção. Essa última, por sua vez, tem uma peça chamada pinhão, que entra em contato com a cremalheira da barra de direção, servindo para transformar o movimento retilíneo em circular. Toda essa jornada culmina nos terminais, uma espécie de pivô que dá o movimento final das rodas.

Saiba mais sobre os Componentes do sistema de Direção aqui.

Em todos os tipos de direção que citamos acima, o sistema é parecido com o que acabamos de descrever. Esse sistema, a propósito, é a direção mecânica. A diferença entre ela e as direções hidráulica e elétrica é a ausência de componentes que facilitem todo esse movimento. No caso da hidráulica, por exemplo, facilita-se o movimento da cremalheira com o auxílio de uma bomba de pressurização a óleo na caixa de direção. Já no caso da elétrica há um motor elétrico que também facilita o trabalho realizado na caixa.

Essas tecnologias, além de convenientes, servem para diminuir o estresse do motorista durante longos trajetos e garante uma direção mais segura, por facilitar as manobras. Por isso, mantê-las bem cuidadas é fundamental a aplicação de lubrificantes em caixas de direção.

Para tratar desse assunto, vamos nos limitar as caixas de direção hidráulica e eletro-hidráulica, onde é usado óleo lubrificante como elemento de pressurização para movimentação dos elementos mecânicos da caixa. Na grande maioria das situações, o fabricante do veículo indica um óleo lubrificante já existente no mercado. Este óleo deve atender alguns pré-requisitos para suportar os esforços solicitantes dentro de uma caixa de direção e pela bomba. De forma geral o óleo deve ter uma boa compatibilidade com elastômeros, ter boa resistência a formação de espuma, agentes antidesgaste, antioxidante dentre outros.

Existe no mercado os óleos ATF’S, sigla em inglês para Automatic Transmission Fluid, termo inglês para Fluido de Transmissão Automática, pelo fato desses óleos (em sua grande maioria) atenderem as solicitações mecânicas exigidas em uma caixa de direção, é comum os fabricantes recomendarem um ATF não só para a transmissão automática, mas também para direção hidráulica.

Cada montadora vai indicar um ATF ou outro Fluído (tratarei mais adiante) com um nível de desempenho diferente. A especificação mais conhecida do mercado ATF é o da GM, chamada Dexron, que começa no Sufixo A, e vai até a mais atual conhecida Dexron VI. Cada fabricante poderá solicitar um nível de desempenho ATF diferente, desta forma, é de suma importância a consulta do manual do fabricante para a correta aplicação do fluído na caixa de direção.

Algo que é bem difundido no mercado é justamente a generalização do uso de óleo ATF do tipo Dexron em qualquer caixa de direção, pelo fato da disponibilidade, preço e, em alguns casos, a falta de conhecimento técnico sobre o assunto. Cada montadora possui um entendimento diferente sobre nível de desempenho, algumas de origem asiática podem pedir a especificação SP II ou III (Mitsubishi, por exemplo), existe também, montadoras que rotulam os seus fluídos como PSF, que alguns casos possuem similaridade com algumas especificações mais conhecidas como Dexron (dependendo da performance). Detalhe importante: Em geral, fluídos PSF costumam ter um índice de viscosidade ligeiramente elevado, desta forma, não é recomendável substituir por qualquer outra especificação, salvo quando indicado pelo fabricante através do manual do proprietário.

Conheça mais sobre os produtos que a Total oferece para caixas de direção hidráulica e transmissão automática.

 

É o Rafa!

Rafael Carvalho
Especialista técnico Total Lubrificantes

  • Técnico em automobilística
  • Engenheiro Mecânico
  • Pós Graduado em motores de combustão Interna